Em 7 de janeiro, o Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal (Sindifisco Nacional) anunciou a intensificação da fiscalização de mercadorias nas aduanas brasileiras por meio da Operação-Padrão. Essa medida visa pressionar o governo a atender às reivindicações da categoria, incluindo o chamamento de todos os auditores-fiscais aprovados em concurso público, o fortalecimento do órgão e o reajuste do vencimento básico.
A Operação-Padrão consiste no aumento dos procedimentos burocráticos de fiscalização, resultando em atrasos na liberação de mercadorias. Essa ação pode acarretar desafios significativos, especialmente para os já sobrecarregados pátios de portos e aeroportos, impactando diretamente empresas ligadas ao comércio exterior, transporte e logística.
De acordo com o Sindifisco Nacional, em dezembro, aproximadamente 50 mil cargas tiveram suas liberações atrasadas nos aeroportos de Guarulhos e Viracopos. Além disso, a mobilização prevê visitas a oito unidades aduaneiras em janeiro, incluindo Uruguaiana, Foz do Iguaçu, Itajaí, Viracopos, Cumbica, Galeão, Recife e Manaus.
Impactos nos Portos e Aeroportos
A intensificação da fiscalização afeta diretamente os principais portos e aeroportos do país:
- Porto de Santos: Responsável por grande parte do comércio exterior brasileiro, já enfrenta atrasos na liberação de mercadorias devido à operação-padrão.
- Aeroporto de Guarulhos (Cumbica) e Aeroporto de Viracopos: Juntos, registraram cerca de 50 mil cargas com liberação atrasada, impactando significativamente a logística nacional.
Sobre o Sindifisco Nacional
O Sindifisco Nacional representa os auditores-fiscais da Receita Federal do Brasil, atuando na defesa dos interesses da categoria e na busca por melhores condições de trabalho e remuneração. A entidade tem desempenhado papel fundamental nas mobilizações recentes, visando assegurar que as demandas dos auditores sejam atendidas pelo governo federal.
Considerações Finais
A Operação-Padrão dos auditores-fiscais da Receita Federal tem gerado impactos significativos no fluxo de mercadorias nos principais portos e aeroportos do país. Empresas que dependem do comércio exterior devem estar atentas às possíveis consequências dessa mobilização e buscar alternativas para diminuir eventuais prejuízos. É recomendável acompanhar as atualizações fornecidas pelo Sindifisco Nacional e pelas autoridades competentes para melhor planejamento das operações logísticas.
A RSH está disposição para sanar possíveis dúvidas sobre essa operação.